Havana
8 de junho de 2015

Recuerdos de Cuba – Havana

Como prometido, inicio hoje uma série um pouco diferente, republicando fotos e legendas que fiz na época da viagem, em junho de 2006.

Havna, Cuba

De cima, Havana é assim.

La Habana vista do alto. Foto tirada do 17º andar do Hotel Habana Libre, construído no final da década de 1950. O hotel, luxuoso com quase todos em Cuba, foi usado como quartel-general por Fidel Castro e os “barbudos” (como ficaram conhecidos os revolucionários), após a tomada de Havana em 1959.

Monumento antiimperialismo

Será que ainda existe?

Este é o recém-inaugurado Monumento Antiimperialismo, em Havana. Ao fundo, 138 bandeiras negras simbolizam os 138 anos de independência de Cuba (desde a guerra de libertação contra a Espanha). Em frente ao monumento, fica o consulado da Suíça, onde muitos pedem asilo político e conseguem visto para os Estados Unidos. (Ou pelo menos essa foi a história que contou o galanteador segurança do monumento.)

Não é uma máquina do tempo - é a Havana de Fidel.

Não é uma máquina do tempo – é a Havana de Fidel.

La Habana, junho de 2006: a data é essa mesma. Já tinham me avisado que ir a Cuba é fazer uma viagem no tempo. Após a revolução, foi proibida a especulação imobiliária, por isso há poucos edifícios, mesmo na capital. No entanto, talvez por ser uma metrópole, Havana é a cidade mais mal conservada de todo o país. Lá, os efeitos de quase meio século de bloqueio econômico são visíveis por toda a cidade.
O que mais impressiona não é a decadência das construções e dos automóveis, e sim o contrário – parece inacreditável que as casas, mesmo despencando, possam funcionar e abrigar as famílias, e que os carros, antiquíssimos, andem. Os cubanos aprenderam a conservar tudo até a última possibilidade de utilização. É um choque para quem vem da cultura do desperdício e da obsolescência programada.

Sala dos Espelhos, Museu da Revolução, Havana

Um pouco de opulência não faz mal a ninguém…

Alguém aí falou em terra de contrastes?
Essa é a Sala dos Espelhos do Museo de la Revolución, que antes era a sede do governo de Fulgêncio Batista. O palácio, super luxuoso, abriga uma exposição que mais parece uma apresentação escolar dos anos 80. Mesmo assim, o visitante consegue ter uma boa visão do processo de revolução cubano, além de reunir muita memorabilia dos “barbudos”: armas, botas, uniformes, réplicas de rádio-comunicadores construídos com tecnologia de fundo de quintal e muito mais.
O interessante é que eles consideram que o processo de revolução teve início na guerra de independência contra a Espanha. Seguiu-se um período de dependência econômica e política de Cuba em relação aos Estados Unidos, que entraram na guerra e ajudaram os cubanos a vencer – daí a criação do drinque Cuba Libre –, mas, em troca da “ajuda desinteressada”, transformaram a ilha-crocodilo no quintal dos milionários e gângsteres. A segunda etapa da revolução foi a guerrilha da Sierra Maestra e a tomada do poder por Fidel e seus companheiros.

Cinema e Havana

O que estava em cartaz em junho de 2006.

A abertura cultural é bem maior que eu pensava, ao contrário da abertura política, que é bem pouca.
Além de Match Point, os cinemas de Havana também exibiam King Kong e festivais de cinema europeu. O cinema é barato para os cubanos. Ainda existem salas com capacidade para 1.500 espectadores, um luxo. Não há cidade do interior, por menor que seja, que não tenha seu cineminha, funcionando, bem conservado e com filmes em cartaz. A cultura é muito valorizada, mais do que a gente imagina.

La Bodeguita del Medio

Ir a Cuba sem beber um mojito é como… ir a Cuba e não beber um mojito.

Bodeguita del Medio: aqui foi criado o mojito, um dos drinques mais famosos de Cuba, feito à base de rum, limão e hortelã. Uma delícia. Dizem que no tempo em que morou em Cuba, o escritor Ernest Hemingway tomava “mojito en la Bodeguita y daiquiri en la Floritdita”.

Capitólio de Havana

A imponência do prédio é um símbolo do poder do Estado.

O Capitólio de Havana foi construído na época da influência americana. Era o Senado de Cuba, hoje abriga um ministério, se não me engano o de Ciência e Tecnologia. Dizem que é maior que o de Washington. Eu já vi os dois e acredito que seja.

Edifício Bacardi

Aqui nasceu o rum que todo mundo conhece.

Edifício Bacardi, antiga sede do império do rum. Com a revolução, a família Bacardi fugiu de Cuba, levando com ela a patente da bebida. Aos poucos, os funcionários da fábrica retomaram a produção. Hoje a marca do rum produzido em Cuba é a deliciosa Havana Club.

No geral, Havana foi uma experiência muito rica: ao mesmo tempo uma importante capital, uma cidade à beira-mar, uma relíquia nem sempre tão bem conservada. Acrescente-se a tudo isso a energia do povo cubano e eis uma viagem inesquecível. Mas sobre o povo, em Santiago de Cuba foi que conhecemos nossa cubana inesquecível. Depois conto mais.

-Monix-

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Participe da conversa! 1 comentário

  1. Saudades de ler sobre suas viagens!
    Muito bom :o)

    Responder

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Cidades - Américas, Havana

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