3 de abril de 2018

Política e estética

Data da viagem: reveillón 2017/2018

Para uma pessoa ligada em História e em Política como eu sou, uma viagem ao Chile teria mesmo que começar pelo Palacio de la Moneda, palco de um dos momentos mais dramáticos da história recente de nosso continente: o golpe militar que derrubou Salvador Allende e resultou em sua morte dentro do palácio do governo.

Palacio de La Moneda

O palácio, com sua fachada em estilo neoclássico, já foi a Casa da Moeda do Chile.

 

Mas mesmo quem não se interessa por política deve visitar o palácio. É uma construção bonita, imponente, e uma das mais destacadas na arquitetura da capital chilena.

Por outro lado, apesar de toda sua imponência, é surpreendente ver o palácio de governo do país tão integrado à cena urbana. O La Moneda fica em uma praça bastante movimentada no centro de Santiago. Há centenas de pessoas passando de uma lado ao outro, o tempo todo – indo ao banco, voltando do trabalho, tirando seu intervalo de almoço, etc. Os cidadãos passam pela calçada, o/a presidente trabalha, vida que segue.

A praça também vale uma olhada mais atenta. Há diversas estátuas representando os grandes heróis da história chilena, como costuma acontecer nas capitais.

Estátua de Salvador Allende

Do alto da praça, Allende e seus ideias de liberdade nos contemplam.

No subsolo do palácio há o Centro Cultural la Moneda, um espaço bem contemporâneo, com uma boa infraestrutura para exposições. No período da minha visita, estava em cartaz uma mostra sobre arte da Roma Antiga.

Centro Cultural La Moneda

No subsolo do palácio, um centro cultural moderníssimo.

A poucas quadras da praça, há um divertido projeto urbanístico, o Paseo Bandera: uma rua de pedestres toda salpicada de esculturas coloridas. Em tempos de Instagrams e quetais, uma oportunidade única para fotos descoladas.

Paseo Bandera

Mais que uma rua de pedestres, um projeto de arte urbana.

O circuito turísico-político em Santiago do Chile é imenso e dificilmente se esgotaria em apenas um passeio. Porém, ele jamais estará completo apenas com uma passada pela Plaza de La Moneda.

É preciso entrar no metrô e seguir até a estação Quinta Normal. Bem em frente, está o Museo de la Memoria y de los Derechos Humanos, que é, mais que um simples museu, um “ato de reparação”, como ele mesmo se define. Nos tempos que correm, é uma visita fundamental, pelo convite à reflexão que representa para todos nós.

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-Monix-

 

 

 

 

 

 

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Cidades - Américas, Santiago do Chile

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